Quarta-feira, Novembro 30, 2005

Um dia eu consigo

Queria escrever como a Ana Luísa e a Talita... sempre leio coisas bonitas delas, gosto muito. Elas falam do Amor, das coisas boas e ruins da vida de um jeito tão poético... até o dia-a-dia, por elas descrito, parece poesia
E eu sou sempre esse: o cara do lugar-comum, das coisas simples, do besteirol e do cotidiano... nihil nuvi sub sole (?!)...
Mas eu tô treinando!!! Um dia eu chego lá!

Despertar no pântano... de novo!!

Unbeliveable nights
Three of us
Friends in a quiet evening
Lost in the city

Who cares?!
Among my friends I'm a King
Losing or wining
We're the best ones in town
Petanqué
Snooker
Beer...
Our reigns

New friends
Always welcome!!
Friends of my friends
Also mine...

And time goes by
Suddenly, I wake up
In my swale again...
My dreams?!
Insanity comes?!

Working or not
After these dreams
Life becomes sweeter
Or, at least
Swallable

Paródia

A vida é um eterno sobe-e-desce...
Num dia a gente some...
No outro aparece...

Igorzinho camarada...
Olha só minha parada...

Não se engane não é prosa...
O motivo do sumissu...
É cansera..são as prova...

Não é raiva nem mal-querencia...
Você sabe e entendi...
Na facu tô na Emergência...
Politrauma e só acidenti...

Via aérea e ventilação...
Olhe a ordi não mistura...
Veia, droga e infusão...
Faz massagi, choque e cura...

Vamo juntar a galera...
Fala bobagi até cansá...
Play2,cunversa e zuadera...
E nus congresso se fartá...

Olha só o meu repente...
Poema, verso, prosa e canto...
Já vou indo não se espante...
Aki dexo meu encanto...

GG grande amiguinho...
Com carinho agora eu parto...
Não chore muito seu gayzinho...
Sem viadagem um GRANDE ABRAÇO!

Esse é do Juju... pra não perder essa preciosidade, deixei por aqui!!

Terça-feira, Novembro 29, 2005

Atualização... pra não dizer que não falei do calor!!

Ceres - GO
Treze de setembro a sete de outubro
Internato Social
Fazendo a social
Ceres, Rialma, Santa Isabel
Cirilândia (Sri-Lanka?!)
Visita domiciliar
Calor...
Agentes comunitários de Saúde
A gente com a comunidade pela saúde
Campanha da mancha
Hanseníase
Bolo de fubá caseiro, Peta
Assentamento dos Sem Terra (Agora com terra!!!)
Calor, muito calor!!!
Acorda cedo, dorme tarde
Colônia Italiana em Ceres (Amici em italiano: Graaande Francesco!! As meninas Sara, Valentina, Francesca e Eleonora e Elena...)
Busone, buzzone, scopare, pipistrelo...
Comida goiana, comida boa
Poeirão comendo solto
Putaquepariu, que calor é esse?!
Mais festa
Mais Birra
I bevilo, bevilo, bevilo!!!
Saudades dos amigos...
Saudades dos amici...
Saudades de casa...
300 Km (1800 Km!!!!)
Vai e volta
Muita chuva ou muito sol!!
Ô vida dura!!!!!
Ô VIDA BOA!!!!!!!!!

O barquinho vai...

Em casa. Tarde de terça-feira. Já fiz tudo o que poderia fazer hoje: estudei, 'puxei uns ferro', corri. Estudei mais, vi um Seinfeld... agora a tarde projeta-se como um fardo, pesado e lento. Sei que devo voltar aos estudos. Por um instante, ignoro esse sentimento. E venho escrever...
Parece que a vida dá uma pequena pausa nesse pedaço do dia: à tarde. Precisamente, o meio da tarde. Mesmo pra quem trabalha, assim como pra quem descansa, esse pequeno pedaço do dia traz uma espécie de parada, uma tranquilidade que, pelo menos a mim, permite que eu esqueça todos os problemas da vida... um breve instante.
Mas só o percebe quem pára para fazê-lo, não qualquer um. Não como quem desiste de tudo, mas quem como respira para recomeçar... aquela paradinha que recupera do cansaço, da soneca não tirada após o almoço, do trabalho interminável. E também aquela paradinha após o almoço de fim de semana, com toda a família, amigos, tumulto. A mesma do churrascão, como o instante entre o 'estou sóbrio' e, como meus amigos, o 'eu num tava bebenduuuuu'...
Todo mundo já sentiu esse momento de perto, já o viveu. Mas esse é como um monte de outros momentos da vida, talvez, pra alguns, como ela própria: passou e eles nem sentiram...

Domingo, Novembro 27, 2005

Ópera de Arame

Fim de semana... em casa, chinelão, jornal, revistas?!
Que nada!! Viagem de lotação, escala tumultuada em sampa, duas horas e meia regadas a amendoim, barras de cereal (castanha, banana ou frutas?!) e guaraná diet, rumo à Curitiba!!
Cidade linda, fim de semana no centro. Sol (?!), calor (??!!) e muita gente bonita na rua (isso faz sentido!!!!!!!!). Capoeira, atacante perneta, gente simpática, muito legal. Às vezes é bom andar por uma cidade normal pra saber como é... Praça Santos Andrade, Praça Tiradentes, Rua XV de novembro, Nossa Senhora da Luz (Iluminai nossos caminhos!!)... pessoas bonitas... e sem bunda!!! Nossa Senhora, cadê Sherlock?! E agora, Mister M?! Acho que alguma quadrilha especializada passou por aqui: levaram todas (tá bom, quase todas... a minha tá qui, intacta!!). Chega a dar pena, é triste de ver... E, falem bem ou mal, ser exótico é, com o perdão da construção horrível, diferente. Todo mundo te olha (mas não vi aquele olhar de "eu tô vendo q você tá olhando pra minha carteira, preto safado!!!"). Não porque sejam menos racistas que o resto do Brasil, mas porque lá o ladrão também é preto...
Prova... nihil nuvi sub sole...
E a volta: duas horas no ar, duas horas na terra... pelo menos foram aqueles lugares da saída de emergência, com espaço pra colocar os pobres joelhos........... muito amendoim e guaraná. Guardei as barrinhas de cereal.
Putz, esqueci de ir conhecer a Ópera de Arame... preciso voltar!!! Ô cobrador, faz meia?! Acabei de chegar...

Sábado, Novembro 26, 2005

Melhores

"Vivemos esperando
Dias melhores
Melhores no amor
Melhores na dor
Melhores em tudo..."
(Dias melhores - Jota Quest)

Sigo dessa forma, como todos. Pensando no futuro, vivendo pra frente. Cansaço?! Claro... Não tenho muita paciência pra estudar agora. Nem muita concentração também. Queria um pouco de paz, mas não consigo. Queria um pouco de calma... ah, essa eu tenho de sobra. Só que não sei se faz parte do meu cansaço, da minha angústia, da minha fraqueza. Não sei o que é meu, nem o que é do resto do mundo. Perdi a noção do que são meus erros e do que é parte do mundo... entristeço-me, então. Queria ser diferente, sei que poderia ser melhor. Sou melhor do que me faço ser, isso eu sei. Queria ter certeza disso o tempo todo... e fazer diferente.
E só quem pode fazer isso sou eu mesmo. Meus amores - amigos, parceiros, companheiros, colegas - me ajudam, me apóiam. But they can show me the door, only. I have to walk through it. By myself.

"Sim, eu estou tão cansado
Mas não pra dizer
Que eu estou indo embora..."
(Vapor barato - Waly Salomão e Jardes Macalé)

E nessas horas a gente sempre procura por guias. Nosso faróis, nossos espelhos. O prof. Kozak, tentando segurar a barra, vendo o cansaço abatendo seus pupilos, talvez comparável ao pai que vê os filhos voltarem a cada noite cansados da batalha diária, quase sempre perdida, e se compadece junto aos seus, não sentindo, espelhando, como sendo sua, a mesma dor do trabalho que parece ir-se em vão. Mesmo sabendo que não são inúteis seus esforços, a gente vê em seus olhos o sofrimento, do pai que não quer ver seu filho sofrendo... e o meu pai, a quem vejo enxergando o mundo da mesma forma, sobre mim...
E o dia vai inútil... será mesmo?! Não acredito em dias perdidos. O dia mais triste pode trazer inpirações inigualáveis aos olhos que quem as percebe. That's why we must walk in the path... knowing it isn't enough. Só quem mantém o olhar nítido como um girassol pode fazê-lo, não interessa se após um dia ou cem anos de vida. Perceber a vida é o que faz a diferença... assim termino esse dia, que na verdade já foi. Sigo, com a inpiração trazida de longe, errando ainda, mas já sabendo como fazer melhor:

"Gastei muito do meu dinheiro com mulheres, bebida e festas. O resto eu desperdicei."
(Geoge Best)

E quando eu puder olhar pra trás, que seja para bons dias, no máximo. Para que os melhores dias sejam sempre os próximos...

Segunda-feira, Novembro 14, 2005

Depois da tempestade...

Chuva?! Cadê????
Passou... o sol bate no meu rosto. São 16h, o dia de trabalho já foi, já era!!! Parece vida mansa, mas não é. Divido meu tempo entre estudar, a tevê ligada, meu pai, como sempre, reclamando de alguma coisa que a gente fez... nihil nuvi sub sole - nada de novo embaixo do sol.
Mas, pelo menos, a tempestade passou. Precisava ouvir algumas coisa, precisava fazer algumas coisas. A capoeira já faz parte da minha vida, sinto isso com a certeza de quem devia ter nascido capoeira. Salve Jorge, Salve Vivi!!!!!
E um joguinho de petanca pra terminar bem o dia. Pra ser perfeito, faltou ganhar... (porra, Xexei!!!)

"A vida é um eterno perde-e-ganha
Num dia a gente perde
No outro a gente apanha
E apanha
Mas nem por isso eu vou deixar
De ir à luta
Não vou abaixar a cabeça pra nenhum
Filha da puta

As pedras no caminho a gente chuta
É super natural
Não deixo abaixar minha moral
Tenho que me manter em movimento
A vida não é mole
Mas qualquer parada enfrento
E enfrento..."
(Marcelo D2)

Assim, bons ventos trazem de volta aquele velho eu... obrigado por ter esperado!!!!!

Domingo, Novembro 13, 2005

Festa estranha com gente esquisita

Tô em casa... mais uma vez, em casa... chuva - essa constante - cai como música agora. Talvez como na minha vida mesmo: um problema que a gente não supera, aprende a conviver com ele...
FDS complexo, cheio de angústias, confinamento e introspecção... é, a chuva...

"Fim de semana, fim de tarde
Eu mexo o gelo do copo dom o dedo
Melhor sozinho
Até porque a solidão é um velha amiga

As persianas clichezadas
Não filtram a poeira dourada
Esse escritório às vezes dá a impressão
De um pardieiro suspeito

Longa avenida, eu sei
Mas eu preciso encontrar
Outra saída, eu sei
Pra esse romance noir

A sombra entra lentamente
Enquanto o trânsito ecoa distante
Não sei porque ela insiste, mas não vou
Não vou pensar nisso agora
Como também não vou pensar
Que o Amor tem seus próprios fios
A chuva desce com trovões
E da janela observo a fiação"
(Romance noir - Skank)

ÔÔÔÔ... tá foda, hoje tá foda!!!!
Mas as coisas são assim mesmo. Vou estudar, talvez passe um dia... E, por enquanto, pelo menos, segue morrendo a vida comum, como já era previsto, mais um ciclo acaba. Vêm juntas, caminham como irmâs, a tristeza do fim e a esperança do começo... fim do que, todo mundo sabe. O que vem pela frente é o que assusta, traz apreensão...

"...
No be-á-bá da chapa quente
Eu sou mais o Jorge Ben
Tocando bem alto no meu walkman
Esperando o carnaval do ano que vem
Não sei se o ano vai ser do mal
Ou se vai ser do bem..."
(Lado B lado A - O Rappa)

Já não sei mais o que dizer... sempre que isso acontece, músicas me vêm à cabeça...

"Silêncio por favor
Enquanto escondo um pouco
A dor do peito
Não diga nada sobre
Meus defeitos
Já não me lembro mais
Quem me deixou assim

Hoje eu quero apenas
Uma pausa de mil compassos
Para ver as meninas
E nada mais nos braços
Só esse amor
Assim, descontraído

Quem sabe de tudo
Não fale
Quem não sabe nada
Se cale
Se for preciso eu repito

Porque hoje eu vou fazer
Ao meu jeito vou fazer
Um samba sobre o infinito"
(Para ver as meninas - Paulinho da Viola)

E chega de escrever.

Sexta-feira, Novembro 11, 2005

Friday night - o dia do gordown

A noite chega... com todos aqueles adjetivos batidos, corriqueiros, poídos, maltrapilhos, usados à exaustão por todos os boêmios, poetas, apaixonados e cornos do mundo inteiro, em todas as línguas, em prosa e verso... por isso, nada de elogios à noite. Não essa noite. Essa noite tem gosto de livro, de estudo, de introspecção. Pouco orkut, pouco msn. Tenho objetivos a alcançar, metas a cumprir... sacrifícios fazem parte. Por isso, sexta-feira em casa...
Eu já tava meio assim assim, down, preguiça, como todo bom gordown. O termo já diz tudo.

"Deixo quieto e
Seguro as páginas do sonhos que não li
E outra vez não me impeço de dormir

E os jornais não me informam mais
E as imagens não são tão claras
Como a vida

Vou aliviar a dor
E não perder as crianças de vista..."
(O Rappa)

And no more comments for today. Let me drown in my pillow.

Quarta-feira, Novembro 09, 2005

Segundo dia?!

Acabei de chegar da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro. Belo nome, muita pompa... já não é bem assim: hoje,como toda terça-feira, são realizadas apresentações de graça, free, de grátis, na faixa, 0800, por conta... a cultura brasileira agredece!!! Isso nos dá a oportunidade de assistir não apenas a um, mas a vários espetáculos!!!
Primeiro ato: a chegada. Pra que ingresso, fila, cadeira marcada?! Sentamos (eu e o Xexei) na fila "E", com ingresso da fila Z-46 e 47!!!
Segundo ato: a fauna local. Foi se o tempo do traje de gala, dos smokings, longos, chapéus e cartolas. Viva a saia justa, o chinelão, a conversa durante o espetáculo e as palmas durante toda a apresentação!!!
Terceiro ato: a estratificação social. Pra quem já teve a oportunidade de assistir a uma apresentação de uma orquestra, talvez tenha reparado na divisão da mesma: Como uma pirâmide.
Na base, as cordas. Um monte de violinos e violoncelos... No meio, os metais. Trompas, trompetes, tubas... E em cima, a nobre percussão. Digamos que todos os músicos recebam o mesmo salário. A base da pirâmide se rala pra manter o som, precisam suar muito pra seguir o maestro...
Enquanto isso a segunda etapa só é solicitada eventualmente, mas ainda ficam, normalmente, todos prestando atenção ao chefe, podendo ser convocados a qualquer momento
E, por fim, tem os caras da percussão. Ah, a percussão!!!! Pouco trabalho, sossego... alguns nem são solicitados por quase todo o espetáculo. Mas quando entram... fazem a diferença. E que diferença!!!
E, de todos esses, tem um especial: o cara do gongo.
Esse é aquele que fica lá, NO MEIO DO PALCO, paradão, olhando pro lado, pro outro... muitas vezes dormindo!!!! E entra pra dar UM OU DOIS TOQUES no seu seviço e voltar pro seu descanso privilegiado, de espectador-participante, numa posição central, respeitado, esperado por todo o resto da equipe, ditando o ritmo, reediando os padrões... o que a gente sonha em ter um dia...
Isso mesmo: somos todos violinistas. Tocamos. Uns bem, alguns nem tanto; uns com vontade, outros por obrigação. Mas todo mundo (pelo menos eu...) sonha em ser o cara do gongo!!!!!!!

Domingo, Novembro 06, 2005

Primeiro dia

Primeiro dia por aqui. Nada é familiar, nada parece ser feito pra mim. E o que vem ao meu caminho, à minha estrada, é o novo, o 'moderno'. Não me enxergo quando os vejo. Se bem que, ultimamante, nem quando me vejo... pareço um lembrança de mim, um sonho. Bom sonho?! Não, tenho sido apenas médio, mediano... MEDÍOcre...