Tô em casa... mais uma vez, em casa... chuva - essa constante - cai como música agora. Talvez como na minha vida mesmo: um problema que a gente não supera, aprende a conviver com ele...
FDS complexo, cheio de angústias, confinamento e introspecção... é, a chuva...
"Fim de semana, fim de tarde
Eu mexo o gelo do copo dom o dedo
Melhor sozinho
Até porque a solidão é um velha amiga
As persianas clichezadas
Não filtram a poeira dourada
Esse escritório às vezes dá a impressão
De um pardieiro suspeito
Longa avenida, eu sei
Mas eu preciso encontrar
Outra saída, eu sei
Pra esse romance noir
A sombra entra lentamente
Enquanto o trânsito ecoa distante
Não sei porque ela insiste, mas não vou
Não vou pensar nisso agora
Como também não vou pensar
Que o Amor tem seus próprios fios
A chuva desce com trovões
E da janela observo a fiação"
(Romance noir - Skank)
ÔÔÔÔ... tá foda, hoje tá foda!!!!
Mas as coisas são assim mesmo. Vou estudar, talvez passe um dia... E, por enquanto, pelo menos, segue morrendo a vida comum, como já era previsto, mais um ciclo acaba. Vêm juntas, caminham como irmâs, a tristeza do fim e a esperança do começo... fim do que, todo mundo sabe. O que vem pela frente é o que assusta, traz apreensão...
"...
No be-á-bá da chapa quente
Eu sou mais o Jorge Ben
Tocando bem alto no meu walkman
Esperando o carnaval do ano que vem
Não sei se o ano vai ser do mal
Ou se vai ser do bem..."
(Lado B lado A - O Rappa)
Já não sei mais o que dizer... sempre que isso acontece, músicas me vêm à cabeça...
"Silêncio por favor
Enquanto escondo um pouco
A dor do peito
Não diga nada sobre
Meus defeitos
Já não me lembro mais
Quem me deixou assim
Hoje eu quero apenas
Uma pausa de mil compassos
Para ver as meninas
E nada mais nos braços
Só esse amor
Assim, descontraído
Quem sabe de tudo
Não fale
Quem não sabe nada
Se cale
Se for preciso eu repito
Porque hoje eu vou fazer
Ao meu jeito vou fazer
Um samba sobre o infinito"
(Para ver as meninas - Paulinho da Viola)
E chega de escrever.