Quarta-feira, Janeiro 18, 2006

Scraps da saudade...

Meus amigos
Muitos 'queridos'
Alguns nem tanto...
Todos de um mesmo grupo
Uns chegaram mais cedo
Outros mais tarde
Todos encontraram seus lugares dentro da turma
...
Nas provas
Ninguém cola
Nas festas
"Eu num tava bebenduuuuuu!!!"
Inight, Biritácio, Franklinorloff
Betão, Frodão

Sexta-feira, Janeiro 13, 2006

Minhas pequenas coisas

Meu pequeno mundinho precisa de ajuda
Está por um fio, o coitado
Não está tudo bem
Não me iluda
Já não posso viver do passado

Queria colocar tudo em ordem
Não quero dinheiro
Não quero poder
Não quero conquistar
Espaço alheio
Mas meu mundinho é só meu

Preciso de coisas simples
Meu pai, minha mãe
Companhia de quem me ame
A esses eu amo também!

Quero colo,
Mas não vou fugir de casa
Quero voar
Não sou "super"

No entanto, vou
E vôo
Forte, bem alto
E simples
Como sempre

No fim dos tempos
Recomeço a luta
Ao fim da estrada
Eu só quero a paz...

"A minha alma tá armada
E apontada para a cara
Do sossego

Pois paz sem voz
Paz sem voz
Não é paz, é medo

Às vezes eu falo com a vida
Às vezes é ela quem diz
Qual a paz que
Eu não quero conservar
Pra tentar ser feliz..."
(A minha alma - O Rappa)

Terça-feira, Janeiro 10, 2006

Waly Salomão e Jards Macalé

Só pra lembrar q essa parceria foi muito além de "Vapor Barato"...

Mal Secreto
(Waly Salomão e Jards Macalé)
Não choro
Meu segredo é que sou um rapaz esforçado
Fico parado, calado, quieto
Não corro, não choro, não converso
Massacro meu medo, mascaro minha dor
Já sei sofrer
Não preciso de gente que me oriente

Se você me pergunta: "Como vai?"
Respondo sempre igual: "Tudo legal!"
Mas quando você vai embora
Morro meu rosto no espelho
Minha alma chora

Vejo o Rio de Janeiro
O morro não salvo, não mudo
Meu sujo olho vermelho
Não fico parado, não fico calado, não fico quieto
Eu choro, converso
E tudo o mais jogo num verso
Intitulado mal secreto

Segunda-feira, Janeiro 09, 2006

Primeira parada

Melhoro
Insano, posto que nada mudou
Melhoro...
A despeito dos meus erros
Da minha falta de perspectiva e do meu ócio
Sinto-me melhor, então!!

Ainda vejo, ou quero ver, a luz ao fim deste túnel
Estou longe da saída... sinto isso... sei disso
Não me interessa... sigo
Sinto-me bem agora
Ainda triste
Ainda ácido
Secam as lágrimas no meu rosto
E outras não sobrevém...
...
Páro por um instante, então
Respiro
Despojo-me dos excessos
E sigo mais leve

Já não traço mais rascunhos
Já não caminho a passos trôpegos
Não me afetam mais embriaguez e cansaço
Sinto-me mais forte, passo a passo

Quinta-feira, Janeiro 05, 2006

Ao mesmo tempo

E ao mesmo tempo o incerto se abate sobre mim...
E me abate
Não gostaria de estar onde estou
Mas estou
Não queria perder
Mas perdi
Preciso me encontrar
Por onde começo?!
Sinto-me fraco...
Sofro?!
Nem mesmo eu sei...

Sei o que queria
E o que não queria...
Não sei o que posso
E o que não posso?!
Não posso?! Mesmo?!
Nem eu mesmo sei...

Serei melhor?!
Conseguirei?!

"Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí
A procurar
Rir pra não chorar

Quero assistir ao Sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver

E se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Depois que me encontrar"
(Preciso me encontrar - Cartola)

Tempo...

Bom... ao que parece, tudo está sob controle. Chove forte lá fora, mas meu coração está em paz. Como o tempo, sinto meus sentimentos agora: fortes, frios, sombrios... mas... um tanto longe. Podem tudo contra mim, mas parecem querer me poupar... pelo menos, por agora.
Estou tranqüilo. Não inconformado, nem injuriado... tranqüilo.
Não penso mais em nada... sinto como se a chuva me atingisse. Sinto o frio que de estar ao relento... as roupas pesadas, o corpo tremendo, a força dos trovões e das rajadas de vento... estou ao relento... e volto. Mais uma vez em casa.
Estou só... preciso mesmo estar só... não queria, mas sei que preciso. Enfrentar tal jornada, a tempestade que se aproxima, requer muito controle, calma, paciência. O sofrimento também não é dos menores. Nem dos maiores... mas se imprime também sobre quem segue ao lado... fardo pesado demais a quem não o merece, não o sofre...
Por isso, me preparo para a próxima etapa: campos verde-oliva?! Céu de brigadeiro?! Ou ainda o mar, de cores intensas, mas severas?! Não sei... mas espero. E antevejo, aguardo o que vem com calma. E me preparo. Sei que não serão fáceis os dias de luta que se aproximam a passo certo. Assim com também eu não serei...

Terça-feira, Janeiro 03, 2006

Nada...

Recolho-me em casa... encolho-me... desapareço. Não são os melhores dias mesmo, definitivamente. Perder não é a pior parte. Sozinho, num deserto, deve ser mais ameno. Compartilhar esse sentimento não é fácil. Perder não é fácil, mesmo quando a derrota parece certa. Sinto-me pequeno, fraco, abatido... derrotado mesmo. Um breve instante ainda me permite persistir em pé. Enfrentar esse sentimento de cabeça erguida... difícil... padeço, então. Não consigo chorar. Não quero. Limito minha expressão aos meus olhos... e ao meu silêncio. Quem me conhece sabe o que acontece... o que quero e o que não quero neste momento. Mas agora mesmo não quero nada. Não sinto nada. Não sou nada... e ainda assim, pesam sobre mim a culpa e a incapacidade, o vacilo no momento derradeiro, o erro cometido. Meus defeitos, entre outros incontáveis.
Recolho-me em casa... nada posso... nada sou... por ora, nada!!

Segunda-feira, Janeiro 02, 2006

1st round

Dois mil e seis
Mais doze meses...
Doze rounds poderiam ser
Serão, então, pra mim
Começamos...

Primeiro round
Início...
O jogo já havia começado...
E já estava ganho!!
Não por mim... pena...
Estive perto de vencer
Deveras perto!!

Contava com a vitória... foi meu erro.. deixei-a escapar...
Mais uma vez...

Mais uma vez baixei a guarda
Mais uma vez perdi o tempo de jogo
Mais uma vez dei mole... vacilo...

Entrou um cruzado pela direita
Diretaço!!!!
Na minha cara...

Abaixo a cabeça... sei que a luta continua
Ainda estou de pé
Mas páro por um instante apenas...
Sinto meu sangue correndo
Desce pelo meu rosto
A cabeça um tanto confusa
Idéias e pensamentos
Também escorrem...

Mas ainda sei onde estou
E o que quero...

Primeiro round
Primeiro assalto
Cruzado de direita
Na minha cara... indefensável...
Dói, confesso, dói muito...
Mas ainda estou de pé...

"Silêncio, por favor
Enquanto escondo um pouco a dor
Do peito
Não diga nada sobre meus defeitos
Já não me lembro mais
Quem me deixou assim

Hoje eu quero apenas
Uma pausa de mil compassos
Para ver as meninas
E nada mais nos braços
Só esse Amor
Assim, descontraído

Quem sabe de tudo não fale
Quem não sabe nada, se cale
Se for preciso eu repito
Porque hoje eu vou fazer
Ao meu jeito eu vou fazer
Um samba sobre o infinito"
(Para ver as meninas - Paulinho da Viola)