Terça-feira, Fevereiro 28, 2006

Viva o ócio!!!

Dias simples...
Nem por isso são de menos força
Porque quando decidi fazer tudo ao extremo
Viver tudo com a máxima intensidade que meu coração
Não meus músculos
Decidisse
Isso, esse pensamento
Também incluía os tempos de ócio

Criativo ou não
Útil ou não
Também faz parte dos meus dias de luz
Que espero, com sabedoria
Fazê-los durar muito mais

Segunda-feira, Fevereiro 27, 2006

2nd round

Second time

Vida em construção
Reconstrução
Novos rumos
Velhos problemas
Renovação e velharia
Calmaria e cansaço
Reedição

Ainda não estão prontos os campos de batalha
Nem desenhados os desafios claramente
Somente vejo, ainda fortes
Meus problemas, minhas complicações
E aspirações

Parece agora que o golpe foi mais forte
Ainda me pergunto
Se persistem meus amigos
Não vejo ninguém
Não tenho ninguém
Próximo a mim...

Não queria, mas seguirei mesmo assim
Meu ideal é claro
Meu destino é um só:
O que eu quero pra mim!!
O que mais importa agora?

Ainda sinto o cheiro da lona
Ainda dói meu rosto
Ainda cambaleio, zonzo...

Mas não desisto
Estou só dentro do ringue
Não os vejo, meus amigos
Sinto apenas suas presenças
Reais ou não...
Próximas... ou não

Quarta-feira, Fevereiro 22, 2006

Fim do expediente

Fim do expediente. Volto pra casa. Cansado... apesar de não ter sido um dia cansativo, em toda a sua possibilidade de exaustão, foi um dia ruim... chato. Não me sinto mais tão à vontade com meus amigos... na verdade, não gosto de incomodá-los. Não quero. Mas ainda preciso...
Daí chego em casa. Definitivamente, quem não chora, não mama. E como já passei da fase de tomar qualquer uma das duas atitudes, me volto para mim mesmo. Porque à minha volta não encontro mais soluções... meu meio me impede de agir de modo ostensivo e rude, como gostaria. Ninguém entende rispidez como algo que não seja má educação e grosseria. Talvez uns tempos de caserna os fariam bem (se bem que, nem a mim são inócuos ou mesmo saudáveis...). Já não tenho mais paciência para explicar, refazer, ponderar novamente algo que já fiz um milhão de vezes... não escutam mesmo.
Enfim... recolho-me à minha insignificância, mais uma vez.

"Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Sorrir pra não chorar

Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer, quero viver

E se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Depois que me encontrar"
(Preciso me encontrar - Cartola)

Domingo, Fevereiro 19, 2006

Seguindo em frente

"...
Dois dias sem dormir
Chega domingo de manhã
Fica difícil passar
Sem um banho de mar..."
(Eu quero ver gol - O Rappa)

Mais um dia. O vejo como uma dádiva, coisa que, definitivamente, é mesmo. Mas, como sempre, não cabem todas as minhas possíveis atividades de hoje em apenas um dia. Já não são mais 24h, visto que já se passaram algumas...
Estou acordado; não tão cansado como ontem. Nem tão triste, nem tão alegre, como sempre...

Sábado, Fevereiro 18, 2006

BBB

Algém mexeu no meu queijo...
Minhas coisas estão reviradas
Meu e-mail aberto
E lido
Meu orkut também
Mas eu não estava lá...

Nada e eu mesmo

Cansaço
Madrugada de um dia estranho. Ruim mesmo, mas sem a clareza que nos faz reagir. Um dia médio, apenas. Coisas médias, vida mediana... bela bosta.
Estou cansado. Realmente cansado. Nada que seja muito forte, nada irreparável. Mas tô chateado. Não por não mais me sentir eu mesmo, nem por estar meio deprê. Quer dizer, isso também incomoda, mas são coisas menores. Perdi a diretriz da minha vida. Já não sei o que devo fazer, o que quero... não vejo mais nada agora. Somente problemas, vida sem emoções, sem prazeres. Sem nada.
Pior ainda, perdendo espaços, sentimentos que já me foram tão caros. Hoje portam-se como sombras. Toda leveza, todo um bailado. Nenhuma consistência, tampouco força... percebo-me então como uma presença leve, pouco sensível. Não sinto fome, nem frio, apesar de estar ao relento. Não tenho sede, nem fome. Nada me fere, nada me atinge, nem me incomoda. Não sou nada.
Então termino essa noite. Só, como sempre fui. Mas antes eu era feliz... convivia bem comigo mesmo. Agora estamos brigados, eu e minha memória. Não sei o que sou, não me sinto. Não sei quem fui, não lembro de nada. Não sei onde estou. Não estou.
Não tenho nada. Não estou em lugar algum, apesar de parecer estar em todos os lugares. Não me sinto feliz, apesar de não parecer. Não sou, apesar de tudo. Mas quero tudo, apesar de nada...

Sábado, Fevereiro 11, 2006

Coisas simples

Penso...
Retomo minha vida. Parecia abandonada... por um instante paro. Lembro de casa, dos meus parentes, colegas, todos amigos. Mesmo sentindo suas faltas, me afasto com facilidade. Sem problemas.
Sigo...
A vida já não é mais tão simples... mas ainda não deu aquele passo rumo à intranqüilidade de outrora. Ainda tenho tempo pra pensar. E pra mudar muita coisa também...
É o que está acontecendo. Quem quiser, perceba: mais tempo, mais concentração. E mais balada!!!! Nada num ritmo frenético, nada sem medidas. Mas tudo ao máximo, sempre. Cada vez mais...
Busco...
Busco assim, novo significado pro que eu vivo. Novos rumos, novas perspectivas. A vida não é tão fácil... mas não é necessária toda aquela robustez de outros tempos... nem aquela avacalhação do começo!!! Começo a encontrar... a medida.
Encontro?!
Não sei... mas continuo buscando...

"O caminho do bem
Leia logo, saiba logo
(O caminho do bem)
Está na hora, é agora
(O caminho do bem)
Acredite, não duvide
(O caminho do bem)
No que já aconteceu..."
(O caminho do bem - Tim Maia)

Domingo, Fevereiro 05, 2006

Ensaio sobre a amizade e o amor

Tudo vale a pena quando a alma não é pequena...
Tudo?!
Sim, tudo. Todos os tempos, bons e ruins, passados ou presentes, futuros também. Atitudes certas, erradas, duvidosas... perdi o mote desse tema, o pensamento me foge por um instante

"O Amor escapa por entre os dedos
E o tempo escorre pelas mãos
O Sol já vai se por no mar"
(Saber amar - Paralamas)

Volto. Pertenço a outro tempo agora. Não perdi a linha de raciocínio. Me perdi. Entre boas lembranças, maus pensamentos. Queria estar mais perto. Ou mais longe...

Estou em casa novamente... ou não. Sinto o mundo com uma percepção há tempos rara, perscrutada entre toneladas de lógica, de medicina e vida comum. Meus dedos são plumas no teclado, correm as letras como se fisessem parte do mesmo equipamento.

Lembro-me das pessoas queridas. Todas. Presentes ou não. Dividem partes inequívocas no meu coração, na minha alma. Por isso, não me sinto sozinho. Nunca. Às vezes triste, por vezes abandonado. Nunca sozinho.

Assim sigo. Mesmo ferido. Mesmo incompleto. Ainda assim, firme, uno. Forte

"Nada como o firmamento
Para trazer ao pensmento
A certeza de que estou sólido
Em toda a área que ocupo
E a imensidão aérea
É ter o espaço do firmamento
No pensamento
E acreditar em voar
Algum dia"
(O encontro de Santos Dumont com Isaac Asimov no céu - Chico Science)