Quarta-feira, Julho 19, 2006

Crise de criatividade

Ainda bem que não escrevo num jornal, não tenho que cumprir tabela de produção
Escrever é arte, e livre como tal, não merece em prosa os castigos da rima, não merece em crônica as amputações da fala. Não dá pra escrever por escrever, assim como falar por falar...
Assim sendo, decreto recesso às minhas teclas, pausa compensatória após uma enxurrada arrítmica de idéias insensatas, questionada por muitos, elogiada por alguns. Pra não perder a coerência, peço licença pra sair, me recuperar. Não que eu esteja cansado de escrever (nem poderia...). Apenas estou longe, pensando longe... e não gostaria de ler depois palavras postadas a meio mastro, à meia vela. Logo...

"O que você quer ser quando crescer?
E se você crescer, fica ligado no que você pode fazer
Viajar o mundo todo rimando à vera
Caderno de anotação, porque senão já era"
(Profissão MC - Marcelo D2)

Continuo... é apenas um breve intervalo.

Quinta-feira, Julho 13, 2006

Xiiii..........

Acaba de me fugir
Neste exato momento
O pensamento que daria forma
À crônica mais espetacular do mundo...
PUTAQUEPARIU!!!!
...
KKKKkkkkkkkKKKkkKKkkkkKKkKkkk!!!

"Mas enquanto o mundo explode
Nós dormimos no silêncio do bairro
Fechando os olhos
E mordendo os lábios
Sinto vontade de fazer muita coisa..."
(Enquanto o mundo explode - Chico Sience)

Quinta-feira, Julho 06, 2006

Notas frustradas

Um dos meus grandes sonhos era escrever... música, como tantos. Construir, organizar e concatenar verbos e substantivos, as estruturas da escrita, me espelhando nos caras que considero grandes (e são grandes mesmo, independente do que penso ou não...). Ouço de tudo. Mas tem umas coisas... ah, quem me conhece, sabe do que eu falo...

"E eu me sinto encurralado de novo
No gueto o medo abala quem ainda corre atrás
Do fascínio que traz o medo na escuridão que a vida..."
(Fogo Cruzado - O Rappa)

Alguns dos grandes (agora falando por mim: os 'meus grandes', os considerados!!), me surpreeendem mesmo... ouço encantado um cara que veio da favela (aliás, um monte deles!!), serventes de pedreiro, lavradores, também eruditos, célebres mestres da música clássica e contemporânea... ah, se inveja matasse!!!

Não vivi os tempos de malandro do Cartola, Adoniran... nem dos atuais do MD2, Dudu Nobre e Zeca Pagodinho... não venho do Rio, nem de Sampa...
Mas aqui a malandragem também rola solta... malandro é tom de espírito. Sem o pejorativo do FDP, daquele que a vida é levar vantagem e PONTO. Malandro, pro meu conceito atual, é o cara safo, que não cai sem apoio, não pôe a mão em cumbuca e sabe se defender, e atacar quando precisa... família, ponto-chave, intocável a quem não merece... irmãos da rua, irmãos também! E vai por aí...

Por fim, escrevo agora, desta maneira, por não ter o dom de escrever como eles, meus espelhos, meus guias... só mesmo pra desabafar aquela pontinha de frustração pr ter tentado, e não conseguido, mais uma vez, escrever como eles...
Um dia eu consigo!!!!

Quarta-feira, Julho 05, 2006

Armamento, munição e tiro

Temeroso pela vida dos irmãos que ficam
Com saudades dos que já foram
Pesar e medo dominam
Meus pensamentos agora
Talvez não devesse saber tanto quanto agora sei...

Só quem já teve uma arma na mão
Sabe do que eu tô falando
Poder, sensação real
Nada de força, ou inteligência
Nada de estratégias ou esforços
Quer dizer, esforço mínimo
Puxar um gatilho
Resolver todos os seus problemas...
Ou começar a tê-los de verdade...
Ferir um amigo
Perder um irmão
De bobeira

"A menina esperava seu homem chegar
E olhava todo dia em cima do mar
Ela só quer escutar o que ele quer dizer
Ela sabe do segredo do seu coração

Aí ela disse: 'Vai querer?!'

O menino esperava sua mulher chegar
E andava todo dia em cima do mar
Ele só quer escutar o que ela quer dizer
Ele sabe dos desejos de seu coração

Aí ele disse: 'Por Amor, ou besteira?!'"
(Amor de muito - Chico Science)

Cuidado, irmãos... à velha moda do grande colega, sábio Wandinho, O 'besouro sem asas' tá solto, voando por aí... e pega mesmo qualquer um, bonzinho, mauzinho, malandro ou mané...