Domingo, Março 25, 2007

Confuso pra quem lê... claro pra quem vive!

E o teu silêncio cai sobre mim como resposta clara às minhas expectativas... o que te peço é exatamente tudo o que sempre quis ver em você... mas encontra como barreira a "razão"...

Cada vez mais acredito cada vez menos em mim em relação a você...

Bruto e sereno

Não, não dá... não se consegue partir da realidade pro desejo... a vida vem assim: primeiro o desejo, depois a necessidade de fazer as coisas mudarem e, por último, o fato acontecendo... Quando quero muito alguma coisa, quero e pronto. Não sei se vai dar certo ou não. Não posso adivinhar. Mas a vontade de fazer acontecer, fazer dar certo, é tanta que, mesmo diante de possibilidades pífias de ver o que quero dar certo... mesmo assim acredito. Mesmo já tendo ver acontecer errado uma, duas, três, um milhão de vezes...

"Entre por essa porta agora
E diga que me adora
Você tem meia hora
Pra mudar a minha vida
Vem, vambora
Que o que você demora
É o que o tempo leva..."

Porque o amor não é o reflexo condicional do ser amado. Sentimento não é condição. O pai não ama o filho pródigo porque ele voltou... ele sempre foi amado, e seu retorno não foi a condição para a festa... talvez se o rebento mandasse buscar mais dinheiro, o pai o mandaria...

Entre amantes a história é a mesma. Não te amo porque enxergo em você qualquer coisa de perfeito, completo ou coisa assim. Ninguém programa amar... apenas ama e pronto!!

E, falando de Amor... entregar-se ou não ao sentimento?! Deixar de vivê-lo por medo ou insegurança, medo de acontecerem novos erros, novas falhas?! Me desculpe, mas não acredito mais nisso... Amor assim, com letra maiúscula, não teme por si, não se protege, nem se defende... Acreditar em dias melhores é o fardo mais pesado carregado por quem ama...

"Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem Amor eu nada seria..."

E calado conto meus passos pela casa, vendo cairem pelos meus ombros meus cabelos e meus sonhos durante a madrugada...

Sexta-feira, Março 23, 2007

Laudo médico - Entorno/DF

A cidade consome minha energia mais nobre. Mais um dia de medicina sem ciência... consumo de energia vital, estagnação geral de toda uma população que acredita que têm saúde... mas vive doente, à margem de uma vida de verdade...
No corredor se amontoam, esperando sua vez... mais uma vez... correndo atrás de um atestado médico, mais um dia pra ficar em casa... olhando pro céu, correndo atrás de nada pra fazer. Boteco, rua... sei lá... talvez o prazer de parecer mais esperto, pelo menos por um instante. "Ganho pouco... mas enrolo o que puder..." Que merda de vida...
Ou então um remédio qualquer, desde que dado pelo governo, como se o doutor pudesse curar as mazelas que realmente afligem o coração de cada um daqueles que esperou até três, quatro horas pra ser atendido às pressas... porque são 200 por dia...
Putaquepariu... meu país afunda a cada dia nesse tipo de comportamento, nessa ruina diária que destrói sonhos, entremeados em hipertensões e asmas maltratadas... adultos e crianças assistindo, ainda sem entender, suas vidas sendo consumidas por doenças potencialmente controláveis e por outras ainda mais devastadoras: as doenças sociais. Educação, empregos decentes, incentivos... oportunidades de melhorar as vidas, todas postas ao lado, colocando à prova a resistência de um povo que, sinceramente, eu não sei até onde agüenta... e que, no meu entender, já exibe sinais evidentes de necessidade de intervenção...

Laudo por um projeto de médico e de cidadão brasileiro... ainda em aprendizado para tentar fazer alguma coisa de verdade... um dia...

Domingo, Março 11, 2007

Confissões da mente clarificada

"Meu coração tá batendo
De amor e cansaço
Saudades do abraço
Do morno regaço
Onde eu guardei
Um pedaço de mim

Meu coração parecendo
Um lobo rubro, um aço
Ficou mudo no abraço
E é de veludo
O laço onde eu atei
Um pedaço de você

Meu coração parecendo um troço
Um erro crasso
Tipo "Lost in the space"
Não entende o estilhaço
Que é só, eu sei
Um balaço de amor

Com você eu vou mais longe
Que os cristos, que as crenças
Que o bonde de Valença
Com você eu vou mais longe

Meu coração é o meu
E seu coração é o seu..."

(Os exilados - Skank)

E agora, o que fazer sozinho?! Cotinuar, claro! Mas tão vazio... um coração a menos, uma saudade a mais...
Pra aprender qualquer coisa, existem dois caminhos: pelo amor ou pela dor...
Agora entendo tudo o que se passava dentro da minha cabeça... tudo...
Mas já não posso estar junto... mesmo perto...
Nada é mentira... não em relação a você... não em relação ao meu amor por você... nem a vontade de ser melhor, por você, pra você...

"Eu procurei em outros corpos encontrar você
Eu procurei um bom motivo pra não... pra não falar
Procurei me manter afastado
Mas você me conhece, eu faço tudo errado, tudo errado

...

Mas só de ouvir a sua voz, eu já me sinto bem
Mas se é difícil pra você, tudo bem
Muita gente se diverte com o que tem..."
(Só por uma noite - Charlie Brown Jr.)

"Eu era tão feliz
E não sabia, amor
Fiz tudo o que eu quis
Confesso a minha dor
E era tão real
Que eu só fazia fantasia
E não fazia mal
E agora é tanto amor
Me abrace como foi
Te adoro e você vem comigo
Aonde quer que eu voe

E o que passou, calou
E o que virá, dirá
E só ao seu lado, seu telhado
Me faz feliz de novo

O tempo vai passar
E tudo vai entrar no jeito certo de nós dois
As coisas são assim
E se será, será
Pra ser sincero, meu remédio é te amar, te amar
Não pense, por favor
Que eu não sei dizer
Que é amor tudo o que eu sinto longe de você"
(Pra ser sincero - Marisa Monte)

De qualquer jeito as coisas vão se acertar... pra bem, pra mal, sozinho, perto ou longe... já não tenho mais dúvidas de a vida segue seu rumo... o mesmo caminho das palavras, quando querem se transformar em atos de verdade... e o mesmo caminho dos atos, quando querem se tornar caráter de verdade... nada acontece de um dia pro outro...

Quinta-feira, Março 08, 2007

On the way?!

E já não quero mais a vida assim, como eu vivia...
Não quero mais me ver errado
Não quero mais viver errado

Não quero prometer
Nem quero descumprir promessas
Preciso ser digno de confiança
Preciso ser forte
Ser bonito de todas as formas
Daquelas que dá orgulho de ser

E ser simples como o vento
Como as flores e as palavras dos meus pacientes mais humildes
Não quero mais ser o que imaginava que poderia, parte de todo o mundo, bom e disponível pra todo mundo...

Agora sou meu, mais do que nunca!!
Sinto falta de mim, das grandes coisas e da grande pessoa que perdi pelo caminho... meu Bebê que ainda amo e que segue comigo pra sempre!!!

Mas preciso seguir em frente...
Preciso voltar a ser eu mesmo...

Terça-feira, Março 06, 2007

Passeio pelo mundo... de luto

"Enquanto a voz amena fala de equilíbrio
Um rosto é só um rosto
E quem tá falando até parece
Uma questão de fino gosto
E a tevê tira a atenção na hora do culto
Hardcore
Pois a miséria é um insulto
Motiva a fé no mundo

E um defunto não deve enjeitar a cova
Humilde e desumano
Não vou duvidar do passado
Como se já não existissem velas pra acender
Mas que diferença faz
Se nossas mães não choram mais?!

E de meu pai não vejo sorrisos
Se os velhos não podem criar suas rugas
O novo já nasce velho"

(O novo já nasce velho - OR)

Mudanças à frente. Maré alta, forte. Velas cheias... amareladas, roídas pelos ratos do porão, criados com nossa própria comida... produtos dos nossos desarranjos... parte do jogo, enfim!
Então vamos... vento forte...

"Seguir viagem..." Não quero mais do que isso da música... e já que não dá mais pra correr atrás, corrigir, consertar, melhorar nossos erros... que me seja pemitido, então, continuar...

"Ah, se eu fosse marinheiro..." Também não quero mais nada dessa... mais nada de nada.

Por enquanto me fecho, fecho pra balanço.

Sexta-feira, Março 02, 2007

Enquanto as palavras fogem e o peito dói, a música toca...

"Tristeza não tem fim
Felicidade sim..."
(A Felicidade - Tom Jobim)

Aquela paz

"A vida é feita de atitudes nem sempre decentes
Não lhe julgam pela razão mas pelos seus antecedentes
É quando eu volto a me lembrar do eu pensava nem ter feito
Vem e me traz aquela paz

Você procura a perfeição
Eu tenho andado sob efeito
E posso te dizer que já não aguento mais

Desencana, não vou mudar por sua causa
Não tem jeito

Quem é que decide o que é melhor pra minha vida agora?!

Ouvi dizer que só era triste quem queria
Ouvi dizer que só era triste quem queria
Ouvi dizer que só era triste quem queria
Ouvi dizer que só era triste quem queria

Cuidado com seua passos..."
(Aquela paz - Charlie Brown Jr.)

Quinta-feira, Março 01, 2007

I'm sorry

...
(No more words than my dear three points can describe my feelings now. Sorry for the silence)

Esperança??

Sem esperança vejo crianças pelo caminho. Baleadas, vítimas de incidentes alheios às suas vidas. Caminho pela minha estrada... será que é minha mesmo?! Não sei... desenhava meu rumo, achava que o tinha em minhas mãos... engano... coisa de menino...
Continuo pela estrada, errado (ou não!). Vejo crianças arrastadas por carros roubados, presas aos cintos de segurança...
Segurança?!
Ninguém caminha seguro... vivo vigiado, nunca em segurança. Mesmo assim, sigo. Levanto poeira de estrada, trago lembranças sujas nos meus pés. Tempos sujos, vida suja. Nunca mais será a mesma. como meu tênis, ex-branco, cheio de lama agora...

"A vida é cheia de atitudes
Nem sempre decentes
Não te julgam pela razão
Mas pelos seus antecedentes
...
Cuidado com seus passos"
(Charlie Brown Jr.)

E futuro, que depende de mim, das crianças mortas todo dia pelas ruas, vai se feito de quê?! Levado pela morte, algumas assim, destes modos agudos e cruéis. Outras, cronicamente, de modos não menos cruéis: fome, ignorância, tristeza... morte à esperança da esperança...
Mas as minhas coisas, problemas que agora se mostram pequenos diante disso tudo, me matam também, dia-a-dia... de maneira infinitamente menos cruel. Entretanto, dentro de mim... tentam me impedir, a cada instante, de reagir a toda essa barbaridade.

Não é um dilema, nem uma lição de moral... só mais um pensamento confuso...

Projetos para uma vida melhor

Desenho traços de um vida simples
Esboço cheio, repleto de projeções
De menos confusão
Menos problemas
Mais vida
Dedicação à profissão
E a quem amo
E a quem me ama

Mas do esboço à execução
São anos de trabalho
Ainda existem coisas por ser feitas
E mesmo coisas para se compreender

Ferimentos abertos
Expondo fragilidades
De seres falíveis
Imperfeitos

Talvez feridas que
Mesmo em cicatriz
Ainda doam
E que podem mesmo
Nunca mais parar de doer...