Quinta-feira, Outubro 25, 2007

Ainda assim...

Fiquei longe por um tempo...
Nada demais, quer dizer, algo a mais
Agora os resumo em dois
Dois fios de Steinman nos meu ombro esquerdo
Novo paradigma, novos moldes ao meu corpo...

Alguma coisa aconteceu...
A história, já contei a meio-mundo
Algo maior na minha vida
Ainda espera por ser revelado:

Caiu a máscara
Foi-se a ilusão da infância
Da adolescência

Não sou perfeito...
Não sou imortal...
Not invincible...
Not unbreakable...

Esse foi o primeiro ato. Doeu. Ruim cair na real, sentir na pele a vulnerabilidade e depois, sentir o peso da dependência, o sensível, estar à flor da pele, chateado por perceber o óbvio...

"As ondas de vaidade inundaram os vilarejos
E minha casa se foi como fome e banquete
Então sentei sobre as ruinas
E as dores como o ferro, a brasa e a pele
Ardiam como o fogo dos novos tempos..."
(O salto - O Rappa)

E veio, como sempre, mais um dia de Sol. No meio da dor, da chateação e da tristeza, resolvi sair de casa. De novo, como quem, tempos atrás, (re)aprendeu a andar...

Senti, mais uma vez
Meu sangue quente em meu corpo
Mesmo ferido, ainda forte
Ainda forte
Talvez mais forte ainda...

Venci o medo, então
Aquela sensação ruim
E a vontade de deixar tudo
Para trás

Porque lembrei que não sou assim
Não ficam meus pedaços pela estrada
Não são, meus sonhos, descartáveis...

"A um passo do precipício
A verdade é tão dura quanto o Azulão contou
E sem pensar no que valeu a pena
E sem pensar no que valeu a pena

Vale o meu corpo vira-lata
Mais forte do que muito homem de pedigree
Vale um copo de cachaça
Pago de maneira decente..."
(Mitologia Gerimum - O Rappa também!!)

E eu vou voltar pra casa de novo... tive tempo pra pensar em tudo, recomeçar... ainda recomeço, de patinha, asa, braço ainda melhorando

Ainda assim, brindo à vida!!!