Plantões emendados...
Mais uma noite de plantão... se não fosse entre um dia e outro... de plantão... tudo estaria bem.
Mas, de qualquer maneira, estou bem. Quer dizer, em se falando de Medicina... enfim...
Transito entre os fantasmas da noite, embalado pela facilidade de se mandar outro médico - no caso, eu - ao atendimento de gentes carentes e mal orientadas por telefone... ou então, sendo eu, o atendente médico, tentando controlar e contornar as sanhas mandonas dos pacientes de Brasília... complexo demais pra qualquer um entender...
Na central de telefonia, sem meu telefone pessoal, sem orkut ou msn... limitado a prender minha atenção entre meus textos - não tão fluentes, nem fluidos como antes... - e meus estudos, agora parcos, mas ainda interessados.
Fora daqui, minha vida segue se apagando, devagar. Por não saber como expor mudanças radicais no meu modus operandi. Por não saber como mostrar meu Amor da maneira mais austera possível... me percebo, então, como mais um dos mortais que perdem suas vidas como sofredores irracionais... Para perder, basta achar que se detém o controle...
Não controlo nada. Minhas próprias virtudes se vão frente à insanidade de pensamentos incompletos, de atitudes obscuras. Pior ainda, atitudes escurecidas pela minha própria falta de controle...
Vejo a sombra do espírito destruidor, mais uma vez, com sua face negra, mas claramente colérica, em minha agora frágil mente... transtornado por ciúmes, insegurança, raiva, medo e Amor, contraditoriamente. Me prontifico, de modo instintivo, a colocar tudo, toda a minha vida abaixo, visando obter um poudo de paz, para acalmar a fúria desse devastador...
Mas antes disso a racionalidade sobrevem a tudo de modo inusitado, incomum. Devaneios não se esvaem, mas antes de tomarem, novamente, forma de cólera, são amenizados por algo superior... a certeza de que não há mais nada a ser feito. Pelo menos agora...
Recosto minha cabeça no encosto da cadeira, na sala fria, durante o plantão. Tranqüilo?! Não exatamente... mas, ao menos, reconfortado...
Mas, de qualquer maneira, estou bem. Quer dizer, em se falando de Medicina... enfim...
Transito entre os fantasmas da noite, embalado pela facilidade de se mandar outro médico - no caso, eu - ao atendimento de gentes carentes e mal orientadas por telefone... ou então, sendo eu, o atendente médico, tentando controlar e contornar as sanhas mandonas dos pacientes de Brasília... complexo demais pra qualquer um entender...
Na central de telefonia, sem meu telefone pessoal, sem orkut ou msn... limitado a prender minha atenção entre meus textos - não tão fluentes, nem fluidos como antes... - e meus estudos, agora parcos, mas ainda interessados.
Fora daqui, minha vida segue se apagando, devagar. Por não saber como expor mudanças radicais no meu modus operandi. Por não saber como mostrar meu Amor da maneira mais austera possível... me percebo, então, como mais um dos mortais que perdem suas vidas como sofredores irracionais... Para perder, basta achar que se detém o controle...
Não controlo nada. Minhas próprias virtudes se vão frente à insanidade de pensamentos incompletos, de atitudes obscuras. Pior ainda, atitudes escurecidas pela minha própria falta de controle...
Vejo a sombra do espírito destruidor, mais uma vez, com sua face negra, mas claramente colérica, em minha agora frágil mente... transtornado por ciúmes, insegurança, raiva, medo e Amor, contraditoriamente. Me prontifico, de modo instintivo, a colocar tudo, toda a minha vida abaixo, visando obter um poudo de paz, para acalmar a fúria desse devastador...
Mas antes disso a racionalidade sobrevem a tudo de modo inusitado, incomum. Devaneios não se esvaem, mas antes de tomarem, novamente, forma de cólera, são amenizados por algo superior... a certeza de que não há mais nada a ser feito. Pelo menos agora...
Recosto minha cabeça no encosto da cadeira, na sala fria, durante o plantão. Tranqüilo?! Não exatamente... mas, ao menos, reconfortado...

